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terça-feira, 3 de maio de 2011

Mauricio de Souza

          
No retorno do blog, resolvi falar sobre um dos maiores cartunistas que há nesse país (homenageado recentemente com dois livros, MSP 50 e MSP + 50, o qual trago em outra ocasião), assim sendo, diferentemente do costume, ao invés de uma, o post Grandes Desenhistas Brasileiros de hoje contará com três páginas.

Em 27 de outubro de 1935, nasce um dos maiores desenhistas brasileiro (se não o maior). Inúmeras crianças cresceram vendo seu trabalho e aprenderam a apreciar histórias em quadrinhos. Dentre estas, algumas passaram a sonhar em desenhar, e assim, ele se tornou um grande exemplo profissional e pessoal a todas elas. Estou falando do pai do maior sucesso dos quadrinhos brasileiros, Mauricio de Souza.
            Um resumo de sua história, a qual é encontrada no site da Mônica:

            “Mauricio de Souza nasceu no Brasil, numa pequena cidade do estado de São Paulo, chamada Santa Isabel. Foi em outubro de 1935. Seu pai era poeta e barbeiro Antônio Mauricio de Souza. A mãe, Petronilha Araújo de Souza, poetisa. Além de Mauricio, o casal teve mais três filhos: Mariza (já falecida), Maura e Marcio.
Com poucos meses, Mauricio foi levado pela família para a vizinha cidade de Mogi das Cruzes, onde passou parte da infância. Outra parte foi vivida em São Paulo, onde seu pai trabalhou em estações de rádio algumas vezes. Suas primeiras aulas foram no externato São Franciso, ao lado da Faculdade, no centro de São Paulo. Mas depois continuou estudos no primário e no ginásio, dividindo-se entre as duas cidades. Enquanto estudava, trabalhou em rádio, no interior, onde também ensaiou números de canto e dança. E, para ajudar no orçamento doméstico, desenhava cartazes e pôsteres.

            Mas seu sonho era se dedica ao desenho profissionalmente. Chegou a fazer ilustrações para jornais de Mogi. Mas queria desenvolver técnica e arte. Para isso, precisava procurar os grandes centros, onde editoras e jornais pudessem se interessar pelo seu trabalho. Pegou amostras do que já tinha feito e publicado e dirigiu-se para São Paulo em busca de emprego. Não conseguiu. Mas havia uma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manha. E Mauricio fez um teste para ocupar a vaga. E passou.

            Ficou 5 anos escrevendo reportagens policiais. Mas chegou um tempo em que tinha que decidir entre policia e a arte. Ficou com a velha paixão.

            Criou uma serie em quadrinhos com um cãozinho e seu dono _Bidu e Franjinha_ e ofereceu o material para os redatores da Folha. As historinhas foram aceitas, o jornalismo perdeu um repórter policial e ganhou um desenhista. Essa passagem deu-se em 1959. Nos anos seguintes, Mauricio criaria outras tiras de jornal _Cebolinha, Piteco, Chico, Bento, Penadinho_ e páginas tipo tablóide para publicação semanal – Horácio, Raposão, Astronauta – que invadiram dezenas de publicações durante 10 anos. Para distribuição desse material, Mauricio criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de uma década.

Daí chegou o tempo das revistas de banca. Foi em 1970, quando Mônica foi lançada já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguido, dois anos depois, pela revista Cebolinha e nos anos seguintes pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras. Durante esses anos todos, Mauricio desenvolveu um sistema de trabalho em equipe que possibilitou, também, sua entrada no licenciamento de produtos. Seus trabalhos começaram a ser conhecidos no exterior e em diversos países surgiram revistas com a Turma da Mônica.

Mas chegou a década de 80 e a invasão dos desenhos animados japoneses. Mauricio ainda não tinha desenhos para televisão. E perdeu mercados. Resolveu enfrentar o desafio e abriu um estúdio de animação a Black & White com mais de 70 artistas realizando 8 longas-metragens. Estava se preparando para a volta aos mercados perdidos, mas não contava com as dificuldades políticas e econômicas do país. A inflação impedia projetos a longo prazo (como têm que ser as produções de filmes sofisticados como as animações), a bilheteria sem controle dos cinemas que fazia evaporar quase 100% da receita, e o pior: a lei de reserva de mercado da informática, que nos impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna.
Mauricio, então, parou com o desenho animado e concentrou-se somente nas histórias em quadrinhos e seu merchandising, até que a situação se normalizasse. O que está ocorrendo agora. Conseqüentemente, voltam os planos de animação e outros projetos. E dentre esses projetos, após a criação do primeiro parque temático (o Parque da Mônica, no Shopping Eldorado, em São Paulo, seguido do Parque da Mônica do Rio de Janeiro) Mauricio prevê a construção de outros, inclusive no exterior.

As revistas vendem-se aos milhões, o licenciamento é o mais poderoso do país e os estúdios se preparam para trabalhar com a televisão.

A par de um projeto educacional ambicioso, onde se pretende levar a alfabetização para mais de 10 milhões de crianças. A Turma da Mônica e todos os demais personagens criados por Mauricio de Souza estão aí, mais fortes do que nunca, com um tipo de mensagem carinhosa, alegre, descontraída, dirigida às crianças e aos adultos de todo o mundo que tenham alguns minutos para sorrir, felizes.”


Não apenas desenhista:

            Além de brilhante desenhista, Mauricio sempre se fez presente em ações importantes para os quadrinhos brasileiros.
Em 1961, junto de alguns outros profissionais do lápis, fundou a Associação de Desenhistas de São Paulo (ADESP), a qual batalhava pelos quadrinhos brasileiros e durou pouco mais de três meses. Dois anos depois (1963), junto da jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, Tia Lenita, criam a Folhinha de S. Paulo. Em 1987 passou a ilustrar o Estadinho, o qual acompanhava O Estado de S. Paulo e era dedicado ao publico infantil. Nesta época, Mauricio montava sua equipe de desenhistas e roteiristas, passando a desenhar somente as histórias de Horácio.
Além dos quadrinhos, o desenhista e empresário levou a Turma da Mônica para fora das páginas, surgindo em mídias como cinema, televisão e vídeo-games, além dos parques temáticos em São Paulo, Curitiba (fechado em 2000) e Rio de Janeiro (fechado em 2005).
Sem sombra de duvida, além de grande desenhista, é também um incrível exemplo de Empresário.

Conselho da fera:
           
            Para aqueles que desejam um dia para o Estúdio Mauricio de Souza, vai a dica:
“...Terá que conhecer nosso estilo, desenho, tipo de roteiro (se quiser escrever), animação em computação gráfica... Se quiser se dedicar à produção historietas, tem que estudar os bons autores, copiar seus desenhos, observar bem o estilo – e ler. Ler muito, instruir-se ”









Sites para quem quer saber mais:


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